Doenças Cardiovasculares
Hipertensão Arterial

Hipertensão Arterial

A pressão arterial reflecte a força exercida pelo sangue sobre as paredes das artérias em que está contido, sendo influenciada por factores tão diversos como a idade, o peso, e o estado de saúde. Por esta razão, é difícil estabelecer um padrão de normalidade da tensão arterial.

De acordo com as linhas de orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS), valores de pressão arterial acima de 140-90 mmHg designam-se por Hipertensão Arterial.

A Hipertensão Arterial não se acompanha habitualmente de sintomatologia típica, podendo o doente manter-se assintomático durante anos. A Hipertensão Arterial não controlada pode condicionar o desenvolvimento de outras doenças cardiovasculares, nomeadamente, de um acidente vascular cerebral, de um enfarte agudo do miocárdio, ou mesmo de uma insuficiência renal.

Assim, é fundamental que a terapêutica anti-hipertensora seja eficaz, ou seja, que controle adequadamente os valores da pressão arterial, não se acompanhando de um aumento da incidência de efeitos adversos. Por outras palavras, seja eficaz e bem tolerada.

A prevenção e o tratamento da Hipertensão Arterial constituem um enorme desafio de saúde pública. Embora se tenha assistido a importantes avanços no campo da terapêutica farmacológica nos últimos 40 anos, é consensual que muito há ainda a fazer, no sentido de reduzir a morbilidade e a mortalidade associadas à Hipertensão Arterial.

Diversos estudos, demonstraram que cerca de 75% dos doentes hipertensos tratados, não atingem os valores-alvo de pressão arterial, mantendo-se as taxas de mortalidade superiores às registadas na população em geral. De acordo com os resultados de um importante estudo realizado em doentes hipertensos, a redução agressiva dos níveis da pressão arterial associa-se a uma redução de acidentes cardiovasculares.

Uma das abordagens mais promissoras para uma terapêutica adequada da Hipertensão Arterial reside no desenvolvimento de uma classe de agentes anti-hipertensores, os antagonistas dos receptores da AT1, que impedem a acção da angiotensina II, um dos mais potentes vasoconstritores conhecidos.














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